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quarta-feira, 23 de março de 2011

o que prefiro

...
...

se a tivesse beijado

não a teria escrito

o que ela preferiria?


sei o que prefiro
...
...

segunda-feira, 21 de março de 2011

**

...
...
...

um homem l.e.t.r.a.d.o
seus olhos
que só se podem ver*
ilhas

mas seu olh
       ar
       quipé
       lago

*assim**

** porque letras não dão na vista
...
...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

chuvisco (revisto)

.....
.....


no disco

ao raio da agulha

condensa-se o silêncio

corre o chuvisco

quase-música

.............................

nas alturas

ao raio de Zeus

cai a chuva

fria

úmida

tédio

sobre prédios
.....
.....

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

poema peso para papel

....
....
serví-la
a tela
nos
desp(r)e
o
cu(l)pa
quanto
ao corte
da última
árvore
afinal
a geração b
it
desenca(r)nou
para o empíreo virtual
e td o o q restou
foram (pesos para)
papéis

....
....

domingo, 30 de janeiro de 2011

em nada




instrumentos de pesca
navios em miniatura
polvo desossado
baleia descarnada

luzlimpa
odordedesinfetante
vigilantes

por todo lado
flashs
placas
de não toque
em nada




élégance avec décadence




pro Lobão e pro João “Legendário” Gordo



por esses dias vi o Cazuza na TV
na MT”i”V”i”
o problema hoje é sermos de mais esse cara
ou “só” sermos “de mais”
(muitas coisas)
sem termos pra onde fugir
quero dizer
se(ja) se(m) quer(er) –
Cazuza é o nosso Shakespeare
ou
Cazuza é o Shakespeare tupiniquim
(escolha uma das duas pra sua antologia
por essa razão foram escritas
de resto como o resto
da primeira letra até o fim do alfabeto)
o problema hoje é sermos de mais esse cara
seja sem querer
seja de propósito
isto é
sermos de mais esse cara sem sermos mais porras locas
sermos de mais esse cara sem sermos mais aidéticos
ou tendo AIDS até os 80 anos
tudo igual
(de resto como o resto
da primeira letra até o fim do alfabeto)
ou sermos esse cara de menos
fugindo d’aqui pr’aqui mesmo
(Portugal ou o escambau
tudo “aldeia global”)
teve até um tempo (não os anos 80)
em que eu era fã do Nirvana
meu ídolo o Kurt Cobain
mesmo assim eu escrevi:

o poeta disse: meus heróis morreram de overdose
fama & heroína na veia do Rock

see?
e agora a porra do Lobão na MT”i”V”i”
falando merda do cara!
....
....

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ao vento

.....
.....


da praia vazia

avisto sobre o telhado de um hotel

lençóis brancos ao vento

não só ao vento

mas

lavados ao vento

e noto como a praia fica ainda mais vazia

embora só de pessoas

levadas ao vento

.....
.....

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

os moradores da cidade



máquinas

a repetir (aranhas)

não têm raiva

não amam

pq sabem

humanos não se matam

se desmontam


ontem cientistas in

formaram crianças

precisam de 10 horas de sono/dia

(mão de obra onírica)

perguntaram ao yahoo

pq o pq

ao q ele não soube responder

depois

com ironia tautológica

pq ele não soube responder ao pq do pq

d’outra feita

por que a letra p não é considerada um p

oema 

já que ambíngua  e uma vez que o objetivo da poesia segundo os formalistas russos é tornar perceptível a  textura de uma palavra em todos os seus aspectos – Umberto Eco, Obra Aberta, p. 85, nota de rodapé

perguntaram

por que ficamos irritados quando não nos escutam

seria a língua em revolta pelo assassinato de palavras jogadas ao vento?

mas atirar pérolas a porcos não faz mal

eles ao menos as escutam

(em fones de ouvido)

e as veem  

(em cristal líquido)

mas

é claro

não tiraram as consequências da resposta

(desconhecem o conselho de Heidegger

que

segundo Harold Bloom no prefácio do seu A Angústia da Influência

disse que é preciso pensar uma ideia

e apenas uma

e pensá-la até o fim)

qual seja

que nos sobredetermina a língua

– ela nos constitui –

e

sendo assim

que melhor seria segui-la com ardor

como os poetas

e não com torpor

ignorando-se o destino

como os ratos e as crianças do Flautista de Hamelin

os quais ignoravam

sobretudo

a verdadeira identidade

dos moradores da cidade



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

voyager





enquanto ardo

a conta gotas

preso ao chão

a Voyager se livra de tudo 

sol

terra

a 61.000 km/h


o tempo não existe

mas o atrito com o espaço

mata

na unha


impossível ficar parado


mesmo a morte requer gestos

(o fim

um destino

em que se tem que chegar)


se eu fosse o faroleiro de Henryk Sienkiewicz

não escreveria mais poemas sobre solidão

que é uma forma de nada e portanto

uma forma de morte

do que escrevo agora

na escuridão da cidade


mas aqui eu só sou ignorado em minha presença

enquanto lá

lembrariam de mim

e navios afundariam






sábado, 4 de dezembro de 2010

homens choram

.......
.......

homens choram

em silêncio

e sozinhos

apesar dos vizinhos
.......
.......

terça-feira, 23 de novembro de 2010

sede


……………………………

……………………………

findo o choque das carnes

resta sangue e suor

ainda que rosa e brilho

nos lábios mordidos



sábado, 20 de novembro de 2010

cacos




cacos

caos de espelho


o fragmento fascina

pelo (p)o(u)co que contém:

aquilo que imagina

a nós

imaginando-o


cães latem

para a própria imagem


sábado, 13 de novembro de 2010

vida loka




enquanto velhos transformam o fim em filas

mortoboys

é nóis

desmaterializam-se em atrito

incandescentes


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