terça-feira, 29 de setembro de 2015

obs.:

...

obs.:


existe essa luz sem sombra
existe essa luz sem som

uma luz alva  
e ainda
assim – obscura

dança
branca

testemunha (lábios

que se abr
em
partitura) da

guerra química de
todos os dias

(em sachês de suco em pó oculta)

... 







sábado, 19 de setembro de 2015

Três versões de "o arco-íris da gravidade"

...
Amigos, p minha surpresa, o poema "o arco-íris da gravidade" incitou dois grandes poetas, meus amigos e xarás - Diego Vinhas e Diego Callazans -, a imprimirem às imagens do poema seus próprios ritmos e palavras.

A versão do Diego Vinhas é, mais propriamente, uma variação, bem ao gosto concretista pela poesia permutacional, pois q o poeta retrabalha a ordem dos versos originais, sem lhes alterar notavelmente a feição.

Eis as três versões na ordem em q apareceram: a original, a do Diego Vinhas, q me enviou a sua momentos depois da publicação da primeira, e a do Diego Callazans. Três belezuras ;-)

o arco-íris da gravidade


daí a dor vem e te devora
no chuveiro –

a resistência, desligada

–, em pontilhismo é óleo
a gota d’água que há pouco
animou o carro e,
caída no asfalto
(perpétua onda concêntrica no lago da rua),
fechou o arco-
íris
que jamais se formou
no vapor do box,
ali, onde luz nenhuma
adentra o útero de um estio.

.......

daí a dor vem e te devora
no chuveiro –

a resistência, desligada

–, em pontilhismo é óleo
ali, onde luz nenhuma
adentra o útero de um estio,
a gota d’água que há pouco
animou o carro e,
caída no asfalto
(perpétua onda concêntrica no lago da rua),
fechou o arco-
íris
que jamais se formou
no vapor do box

.......

e vem daí a dor te devorar
na ducha - resistência desligada
- a pontilhar que nem a gota d’água
que dera alma ao carro e ora caída
- perpétua onda concêntrica - no asfalto
fechou o arco-íris que inda não,
no interior do box, foi formado
- onde nenhuma luz entrar arrisca
no vaporoso ventre de um verão.

...

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

o arco-íris da gravidade

...

daí a dor vem e te devora
no chuveiro –

a resistência, desligada

–, em pontilhismo é óleo
a gota d’água que há pouco
animou o carro e,
caída no asfalto
(perpétua onda concêntrica no lago da rua),
completou o arco-
íris
que jamais se formou
no vapor do box,
ali, onde luz nenhuma
adentra o útero de um estio.

...

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Última SP, revisado

...

janela
pia
pensamentos
suicidas
e pobreza 
(a reza
implícita)
como
pedra desbastada por ventos rasantes
sempre a navalha
sem valor
restos (e sangue)
de pele
e chuva
(são
pingos)
rosa somente
no céu e suja
de cinza e
precede o fogo
de um poente final
de tarde em São Paulo

...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

dente

......

Entre alvas arcadas,
a mordida mostra ao mundo
a densidade dos deuses:
uma verdade da divindade
na rigidez dos dentes;

outra hora um sorriso,   
o entrever de um dente  
em momento propício,
é deus
mais que suficiente.

......
...
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