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quarta-feira, 7 de março de 2012

carro alienado (ou afetação de denúncia? epiconograma a partir de texto de Umberto Eco e imagem de página surrupiada de Revista Veja em consultório médico)

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...dentro em breve, quando formos tomados pelo desejo de pronunciar a palavra "alienação", melhor será taparmos a boca, pois isso pareceria terrivelmente fora de moda, vocábulo ao alcance de qualquer consumidor do último sucesso literário... Perguntamo-nos, então, por que essa palavra é hoje de uso tão corrente – note-se que isso muitos séculos após sua primeira aparição – e se o abuso que dela se faz transformando a paixão de denúncia em afetação de denúncia, não constituiria talvez o exemplo mais clamoroso e inadvertido de alienação que a história registra, evidente e ao mesmo tempo escondido como a carta roubada colocada justamente onde ninguém iria procurar por ela.
Umberto Eco, Do modo de formar como compromisso com a realidade



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

escrita assêmica (terceiro epiconograma)

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Se for a concretização de sonhos ancestrais voar e viajar com os peixes, atravessar montanhas gigantescas, enviar mensagens com velocidade de deuses, ver o invisível a distância e ouvi-lo falar, ouvir falarem os mortos, deixar-se mergulhar em miraculosos sonos terapêuticos, poder ver como pareceremos vinte anos após nossa morte, saber em noites estreladas que há milhares de coisas acima e debaixo desta terra, das quais ninguém outrora tinha conhecimento; se luz, calor, força, prazer, conforto, forem sonhos ancestrais do homem — então a pesquisa atual não é apenas ciência mas magia, uma cerimônia de altíssima força emocional e cerebral diante da qual Deus desdobra uma a uma as pregas do seu manto, uma religião, cujo dogma é repassado e impelido pela dura, corajosa e flexível lógica matemática, fria e afiada como um bisturi.

ROBERT MUSIL, O Homem sem Qualidades



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terça-feira, 28 de setembro de 2010

arranha-céu (segundo epiconograma)



The babbelers with their thangs vain have been (confusium hold them!) they were and went
JAMES JOYCE, Finnegans Wake




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Primeiro exemplar de epiconografia, com créditos das epígrafes e imagens omitidos



Pradines nota já, apesar de algumas restrições, que o pensamento não tem outro conteúdo que não seja a ordem das imagens.


O poético nada mais é que a capacidade fundamental e anterior a todas as coisas de pensar através das coisas, e nela permanece tudo o que fazemos de forma não alienada – seja na literatura, na arquitetura, nas artes plásticas, na filosofia ou no simples ato de caminhar pelas ruas ou olhar uma paisagem.


















































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