quinta-feira, 24 de março de 2011

os inexistentes

...
...

no frio e’scuro espaço
ardem e morrem astros em silêncio
idioma dos deuses
os inexistentes

só as coisas sabem a soma dos sons
a mesma das cores
só as gentes sabem à soma dos sons
a mesma das dores

na fria e’scura noite
ardem e morrem homens em silêncio
ainda que orem e cantem aos deuses
os inexistentes
...
... 

3 comentários:

Pedro Du Bois disse...

Gostei, Gullo, pelo "o" nos existentes. Abraços, Pedro.

Sam disse...

somente essas coisas
me contam
e cantam suas dores,
seu amores perdidos,
seus caminhos árduos
e sorrisos descabidos
dos dias e
das paredes que,
enclausuradas do tempo,
deixaram de dizer algo mais...

Que belo, Fábio.
Meu beijo.

Fábio Romeiro Gullo disse...

Olá, Sam!

Sobre este poema, eu teria mto a dizer, mas por ora digo apenas q, p mim, ele encarna com plenitude o sublime da melancolia, da calma tristeza, emoção onde situo a tônica da minha busca.

Sam, sua sensibilidade me revitaliza. Agradeço mto sua atenção às minhas palavras.

Bjs

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