quarta-feira, 13 de outubro de 2010

UNRUH OU NADA PODE SAIR DE UM BURACO NEGRO EXCETO A RADIAÇÃO DE HAWKING VISTA POR UM OBSERVADOR ACELERADO MAS NÃO POR UM OBSERVADOR ESTÁTICO SEGUNDO O EFEITO UNRUH (QUE PARECE COISA DO DOUGLAS ADAMS MAS É PARA SER LEVADO A SÉRIO) E O PRINCÍPIO DE INCERTEZA, OS QUAIS ESTÃO TODOS HOLOGRAFICAMENTE INCLUSOS NA INCRIVELMENTE COMPLEXA MENSAGEM ENVIAR ESTA MENSAGEM SEM TEXTO NO CORPO DA MENSAGEM? DO GMAIL




ESOFAGITE EROSIVA DIFUSA COMPLICADA COM SINAIS DE SANGRAMENTO RECENTE (PRESENÇA DE EROSÕES LONGITUDINAIS CRUENTAS EM TODAS AS PAREDES DO ÓRGÃO)
PANGASTRITE ENANTEMÁTICA EDEMATOSA E EROSIVA GRAVE
OUTRAS ÚLCERAS

O END
OSC
ÓPIO

OBS.
CENA
EX
PELE
(H)OLOG(RAF)IA

A TRANSPAREN
TELA
SEM BRILHO
DO KINDLE

E-MAIL EM BRANCO (ENVIAR ESTA MENSAGEM SEM TEXTO NO CORPO DA MENSAGEM?)
PARA NINGUÉM (ESPECIFIQUE PELO MENOS UM DESTINATÁRIO)
SEM ASSUNTO (ENVIAR ESTA MENSAGEM SEM ASSUNTO?)
SEM ARQUIVO ANEXADO


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

in



(in)
pre
vi
si     s
vel           to

o
poemaprisiona
o

(in)
pre pos
ci  si
so     vel


rosa dj





em meio a mar de luz e música

o silêncio do cabelo

rosa da moça

DJ


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tarde











Houve uma tarde alguns anos atrás, dita vazia num primeiro poema.

Falava de algo entre solidão e tristeza, talvez sentimento, talvez deusa,

mas não saudades, impossível nos princípios; que escapasse

a mim pela primeira vez, à época de ofício pouco poeta, tudo bem.

A tarde vazia retornaria. A tarde retornaria vazia.


A mudança, que joycianamente se lê mudez em excesso ou soma disso e dança,  

continuaria seu trabalho de silêncio nos textos, onde diria, entre tudo o mais,

que o possível é possível sempre, mas o impossível apenas humano,

e que procurar é descobrir e aceitar que se nunca será tarde, sempre será tarde.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

mandrágoragonia, work in progress, movimentos 1 a 4






abismar)              
                    se
                            no  mar)        
ambíngu
                           -o
(um   bi g
                          m         ar
                          A  B    is  me       spelho
de
si        m             esmo
                          a
  esmo                           cas       o          caos)
                          n   ave  
    g                   amo      
s
             -í-
                         n ti mo      stimo
a-f       ir           mar
            é                      
             preciso
                         (negamos) 
    (dizem           o s)         preci(o)so
            ne
                          cessa
            ria
                           me  n   te
            na













ser,enaindivi,dual,co,letiva,so,cialespecularprovavelfísicamentaldiscretanaturalartificialnormalexc


























epcionalcientíficareligiosasexualtemporalespacialentremente                         s
                                                       mind
                                                       esprit
o 
pen  s.a  men t         
                                o’
(e)nd e    o en  te        
                 pensa
    (sua própria)
           existência
                            (pensa
(s   ou/e   u     dentro  da minha própria)
                cabeça)
(pensa
o
se        r
en       contra  se
em                   si   pr  
                        ópio                           
(pensa                                                            
             palavras
)mandrágora(
           m          usa
     mud   
a          g          ora
plurív               oca
in                     pura
                        po
      rém                                        (t)en  te
           e             si             a                
                   di/a-logo(s)
         no            tur            no
                        pro
gr    a  ma(r)               (u)stipústu(mu)la    r
                        mo   men  to
me                   mori 
       a            bi  s
m  a                                          (r
           (se
n’
     ou    t
ro
         se
    n
       ti
           do        
       (r) 

                poe          pris                           
d’omen            ma            gica
                     quina

                (do mundo
                     miol[h]o)
semenótico’rbjeto
de refle  ti     r
               so
bre                      
               si
n[h]o                      (s
            lê
n                             te
        ciosos
                si
g
                            nos
                si         ng
ul
                           are    s
(a)s
               si          m
é    t
                           rico   
s                          em)
líqu ido(lo)s ângulos
                           oblíquo(ta)s
(`) a exceção d’olhouvidos’
                            alice  rce
no  mi   n ativo
flagrante frágil
equilí
brio
qu
e   
ntendido
de teia
passa
à
retidão
(ó rides)
de fio              estendido
plurepoema      liz    a   ção
fluxoema
         )grita(
hilda
que
(m)
que
(m)
a    poria
nu         a
a            n
ã    o       se
r
você
nu       m
poema
sujo
          (n)u 
m
qorpo 
signo
santo
cvccv
esta
suja
puta
qu
e
se
in
si
nua
sua
trans
pira
de
mente
des
pede
se
a
d  eus
antes
cobra
ouro
euro
ora
a
g
ora
também
tu do b
em
ame
m


(v)esper(m)a
viegos
ess é
claudicante          rior
troço
de
se n    ti
do(r)
fix   ação
na
f(r)ase
onal
(segundo fr  eu  d primeiro nietszche que chupinhou schopenhauer)
af! nal
sem    pr  e(limina  res)
damos
e recebemos
anéis de compr
omisso eter     no
come  m  oramos
a passagem dos anos
não temos reservas em
d(o)ar porra
da
e n  em  so
nho paramos de
nos expre(n)ssar
geme(m)os
sissurramos
con  versamos
fal(h)amos
toda  h  ora
ção
feita
tanto fazse)
(h)a um só d  e  us
                              omnioxí(ceri)mo(ni)rio o so 
               polis se mi (co.) ta
ou a nu  mi  nu  m   eros.o.s
d  eu  ses
                              (poder
               shakespeare francês
é para ser per(di)doado)
emb
ora
de troca-tr
oca   dilhos e
dreferências dos mais variados tip  os – s  ócio-geo  gráfico-histórico-eco nô mico-cu lturais,
por ex(t)emplo – o inferno esteja lot(e)ado, haj à vista D antes, e se só isso fizesse um poema
teríamos muitas exce lentes comédias por aí e poucos pastiches, muitos cantos e
poucas cantorias, muitos Senhores Blooms peri patéticos porém p o(u)cos
McBeth’s com molho especial ou Homeletts com batatas quincas borb
arianas (de hitler e louco todo o mundo tem um pouco) e poucos
lances de sorte ao a caso (es)colhidos no bucólico escarcéu
de Valvins


Ludovoz
friofinal esp
era
c8 in te r
rom(cu)πdo
matre cic  a-triz 
mas 
oquismo
do
eter   no         in  í    
cio
am puta ção do não se
r
nas
cimento da a(u)to-cons
ciên cia.
Be to (r)ne ira do
antextáticonc  r eto(s):
corte sem sangue, de sabre de leuze


o autismo da existência







quebram-se os e

sp

el

ho

s

desfazem-se as ima

esquecem-se as mem

das     gens

esquecem-se até mesmo as            órias das imagens dos próprios esp

que são                               *

(só se pode ver o que refletem

–      elhos só existem na escuridão –

a não ser que sejamos nós o reflexo

a verdade incompleta porque revelada em lâminas)


já o som é a verdade de si próprio

uma vez que só pode ser ele mesmo

refletindo-se em tudo

eco (tudo é espelho do som)


certo é que incertezas se multiplicam quando

espelhos contemplam

espelhos

e o som silencia a respeito




*esta palavra é invisível no plural


terça-feira, 28 de setembro de 2010

arranha-céu (segundo epiconograma)



The babbelers with their thangs vain have been (confusium hold them!) they were and went
JAMES JOYCE, Finnegans Wake




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Primeiro exemplar de epiconografia, com créditos das epígrafes e imagens omitidos



Pradines nota já, apesar de algumas restrições, que o pensamento não tem outro conteúdo que não seja a ordem das imagens.


O poético nada mais é que a capacidade fundamental e anterior a todas as coisas de pensar através das coisas, e nela permanece tudo o que fazemos de forma não alienada – seja na literatura, na arquitetura, nas artes plásticas, na filosofia ou no simples ato de caminhar pelas ruas ou olhar uma paisagem.


















































sexta-feira, 17 de setembro de 2010

o estranho das entranhas







quando o pênis penetra

em curva o corpo:

geodésica – menor dist

ânsia

entre dois pontos

(toda reta p

arte [de] uma curva infinita)–

adentro o caminho

(ninho)

do bólido

da agulha

do ar

do alimento

do som

do cheiro

da luz

da língua (que

ativa

entra

indistinta

orifícios passivos –

orelhas

bocas

olhos

vaginas –

como se

apesar do belo e liso de pelos e pele

as estradas todas quisessem o estranho das entranhas

o inseto o centro da teia

teseu o do labirinto

minotáuricaranha

o escuro

a espera

o quente que gera

mas que

sob pena de fim

não admite retorno


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

a fabricação do concreto




em queda livre

(apenas nos entregando totalmente à gravidade

nos livramos do seu julgo esmagador)

abstrações:

por último

a lembrança de que se usa açúcar na fabricação do concreto


a grande e antiga construção




a grande e antiga construção (prédio dos anos 30)

mantém

maciça

a voz do vento lá fora

a chuva

o cinza


dentro o silêncio da secadora

os dentes da porta

(não da chave nem da fechadura

vulva)

que me dev

oram



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Declarações de Amor






declaração trabalhista

(m)eu amo


declaração de bens

meu
seu
entend
eu?


declaração de culpa

seu
réu
céus!
eu


declaração de comparecimento

João e Maria
ligados por um coração de cupido
a canivete esculpido
na casca do eu
calipto


declaração de independência

Pediu o divórcio
foi morar fora do país
muito feliz
na casa dos pais


declaração de guerra

eu os declaro marido e mulher



Eis abaixo, por curiosidade, dois artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos que revelam claramente ignorância por parte de John Peters Humphrey e co. quanto aos efeitos concretos do mais notório dos sentimentos humanos, destruidor não só de corações mas também de vidas e nações.

Artigo IV

Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Artigo V

Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

narciso de areia






eco no deserto

o vento na b

oca de um bon

eco

cego

surdo

mu(n)do

sem ego

e(s)

coa do homem

a voz

que vem do ventrilouco

seu g

rito a primeira explosão

-- em cada decisão

cisão de existências --

escolhas de d

eus

ou

vidas


domingo, 1 de agosto de 2010

da gravidade




a morte cega

neg(r)a

não porque seja tr

eva

porque seja luz

(in)tolerável

espera(nça)

essa morte que escorre

do centro

onde (apenas lá)

está (flutua)

futura

(além

da) gravida

de

(dos)

corpos com massa

desta terra pesada

cosmoclaustro

também ela

resto de (algo de)

r(astro)

no labirin(fini)to

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