sábado, 19 de setembro de 2015

Três versões de "o arco-íris da gravidade"

...
Amigos, p minha surpresa, o poema "o arco-íris da gravidade" incitou dois grandes poetas, meus amigos e xarás - Diego Vinhas e Diego Callazans -, a imprimirem às imagens do poema seus próprios ritmos e palavras.

A versão do Diego Vinhas é, mais propriamente, uma variação, bem ao gosto concretista pela poesia permutacional, pois q o poeta retrabalha a ordem dos versos originais, sem lhes alterar notavelmente a feição.

Eis as três versões na ordem em q apareceram: a original, a do Diego Vinhas, q me enviou a sua momentos depois da publicação da primeira, e a do Diego Callazans. Três belezuras ;-)

o arco-íris da gravidade


daí a dor vem e te devora
no chuveiro –

a resistência, desligada

–, em pontilhismo é óleo
a gota d’água que há pouco
animou o carro e,
caída no asfalto
(perpétua onda concêntrica no lago da rua),
fechou o arco-
íris
que jamais se formou
no vapor do box,
ali, onde luz nenhuma
adentra o útero de um estio.

.......

daí a dor vem e te devora
no chuveiro –

a resistência, desligada

–, em pontilhismo é óleo
ali, onde luz nenhuma
adentra o útero de um estio,
a gota d’água que há pouco
animou o carro e,
caída no asfalto
(perpétua onda concêntrica no lago da rua),
fechou o arco-
íris
que jamais se formou
no vapor do box

.......

e vem daí a dor te devorar
na ducha - resistência desligada
- a pontilhar que nem a gota d’água
que dera alma ao carro e ora caída
- perpétua onda concêntrica - no asfalto
fechou o arco-íris que inda não,
no interior do box, foi formado
- onde nenhuma luz entrar arrisca
no vaporoso ventre de um verão.

...

Nenhum comentário:

Related Posts with Thumbnails